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Um dia inesquecível é o dia 8 de setembro!
Foi neste dia, em 2014, que eu renasci. Foi quando me senti amada e quando recebi uma chance para ser mais feliz!
Sempre fui muito agradecida por tudo que a dona Dirma (do abrigo da AATAN Sorocaba) fez por mim, desde meu resgate, por ter cuidado tanto de mim, ter me dado comida, água e uma caminha quentinha. Mas eu não estava bem, estava doente, assim como alguns outros amiguinhos do abrigo.
Mas o que esperar da vida? Parecia que este era mesmo meu destino: ficar no abrigo até os últimos dias da minha vida, que pareciam estar próximos. Eu sentia que não estava bem. Eu me sentia feliz, tinha motivos para ser uma cachorrinha alegre, mas meu corpinho não acompanhava, minha imunidade era baixa, meus pêlos caíram, meus ossos estavam fracos e minha pele com feridas.
Até que chegou o dia 8 de setembro de 2014. Para mim era mais um dia comum no abrigo, até que percebi a presença de duas pessoas diferentes, a Tati e o Marco, um casal simpático, sorridente e prestativo que foi ver como estavam as coisas no abrigo, depois de algumas outras visitas e mutirões em que participaram.
Eles me olharam de longe, mas com uma proximidade intensa ao olhar em meus olhos e senti uma certa preocupação por parte deles. Será que era por mim?
Sim, era! Eu deveria estar bem ruinzinha mesmo, pois logo eles me carregaram e decidiram me levar para a casa deles, um lar temporário, para que eu ficasse melhor e me curasse. Naquele momento eu senti que minha vidinha mudaria, que eu sentiria sim a cura, pois dedicação, carinho e cuidados curam qualquer doença, organismo e coração.
Uma segunda chance cura!
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O dia 8 de setembro de 2014, quando nos conhecemos.
Eu estava com sarna, anemia e doença do carrapato, mas estava tão feliz em meu novo lar (que deveria ser) temporário que melhorei rapidamente, em um mês!
A Tati e o Marco dizem que eu era outra cachorrinha, como melhorei! Aos poucos fui conquistando meu espacinho em casa e no coração deles. Fui conhecendo o Bob, cachorrinho que já fazia parte da família e aos poucos me aproximando.
Essa sou eu comendo comidinha! hihi que delícia, eu adoro comer!
Essa sou eu comendo comidinha! hihi que delícia, eu adoro comer!
Nesta fase eu já sentia que ali seria o meu lar não mais temporário… hihih já considerava a Tati e Marco como meus pais e fazia questão de demonstrar todo o amor e gratidão que sinto por eles todos os dias.
Quando tudo estava indo bem, cada vez melhor, passamos por alguns sustos.
Mas sabe, algumas coisas na vida parecem terríveis, mas são necessárias e precisam acontecer, pois depois que passam, muitas coisas boas acontecem! E eu sei bem disso, pois passei por momentos tristes que depois foram compensados por histórias felizes e inesquecíveis!
Eu já bem melhor e mais feliz, depois de 1 mês no meu novo lar!
Ocorreram alguns incidentes comigo: sofri um atropelamento, depois tive gravidez psicológica e um tumor.
Muita gente desistiria, reclamaria da vida e lamentaria. Não eu! Não o papai e não a mamãe! Fomos muito fortes e enfrentamos tudo isso!
Não me machuquei gravemente no acidente e fiquei boazinha logo, fiz algumas sessões de quimioterapia e meu tumor também sumiu… e a gravidez psicológica? Veio na hora certa! A mamãe Tati e o papai Marco um dia apareceram em casa muito preocupados, com uma caixa de papelão nas mãos, toda molhada de chuva! Fiquei bastante desconfiada, quando fui cheirar vi que eram duas filhotinhas com poucos dias de vida, abandonadas sem mamãe, sem ninguém. 🙁
Fiquei tão triste por elas e resolvi ajudar, sem nem saber que era capaz!
E não é que eu produzi leite e pude as acolher como minhas filhinhas?! Alimentei, dei carinho, lambeijos e cuidei com muito amor, do jeito que a mamãe e o papai me ensinaram e cuidaram de mim, é claro! ♥
Eu e minhas bebês, a Branquinha e a Cacau.
Eu e minhas bebês, a Branquinha e a Cacau.
A Cacau, uma das minhas filhinhas adotivas, está com a gente até hoje, cada vez maior e mais sapeca! Formamos uma família completa e muito feliz! Eu, Cacau, Bob e a mamãe e o papai!
A Branquinha infelizmente não sobreviveu, pois estava muito fraquinha…
Eu e a Cacau ainda pequenina.
Eu e a Cacau ainda pequenina.
Você vê como uma atitude pode trazer muitas coisas boas?
Quando me deram uma segunda chance eu também fui capaz de dar uma segunda chance a outro ser. Sou muito feliz e grata por todos que me ajudaram e fizeram de mim a cachorrinha mais feliz do mundo!
Tenho certeza que a Cacau sente a mesma gratidão que eu pelos nossos pais.
Eu e a Cacau já maiorzinha, mais saudável e forte!
Eu e a Cacau já maiorzinha, mais saudável e forte!
Meu rabinho abana pela minha família todo os dias!
Obrigada, mamãe e papai, por tudo que fizeram por mim!
O dia 8 de setembro de 2014 e todos os outros que passo junto de vocês são inesquecíveis, cheios de boas memórias e momentos felizes!
Olha como fico feliz quando recebo carinho e abraços do Marco e da Tati!
Olha como fico feliz quando recebo carinho e abraços do Marco e da Tati!

 

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Clique aqui e leia o depoimento que a Tati e o Marco escreveram sobre a minha história!