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A leishmaniose é uma doença com apresentação mundial, presente em mais 88 países, sendo 72 em desenvolvimento, com um número estimado de 2 milhões de novos casos humanos. No Brasil temos quadros de leishmania desde Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, a região Sul do país é a de menor incidência casuística. A leishmaniose brasileira era originalmente uma zoonose de mamíferos selvagens, por circularem em áreas de natureza conservada, mas com o crescente desmatamento, mudanças climáticas e alterações socioambientais, estão trazendo os possíveis vetores cada vez mais próximos das áreas urbanas, podendo infectar cães, humanos e gatos.

Leishmaniose é uma doença de caráter Zoonótico, existindo então, uma livre transmissão entre seres humanos e animais selvagens ou domésticos. O principal vetor é o flebotomíneo, popularmente conhecido como mosquito palha, cangalhinha ou birigui, dependendo da região do país. A disseminação do protozoário, Leishmania sp, é causada pela picada da fêmea no momento de sua alimentação, tendo geralmente hábitos alimentares ao anoitecer.

cão doente leishmaniose

Existe mais de um tipo de leishmaniose?

Sim, existem dois tipos, a leishmaniose cutânea ou tegumentar e a leishmaniose visceral, sendo os dois tipos possíveis de infecção em humanos, cães, gatos e animais selvagens. A leishmaniose visceral, como o nome diz, acomete os órgãos internos, é a de maior gravidade, por apresentar um longo período entre o momento da infecção e os primeiros sinais clínicos visíveis, quando geralmente neste ponto o animal portador da doença, está fazendo a disseminação de uma maneira silenciosa e maciça, colocando em risco pessoas e animais de seu convívio.

Quais os sinais clínicos da leishmaniose visceral em cães?

No cão, a leishmaniose visceral é uma doença multissistêmica com sinais clínicos variados, o que dificulta no diagnóstico da doença.

Os principais sinais são:

  • Perda de peso
  • Falta de apetite
  • Queda de pelo, principalmente ao redor dos olhos e ponta das orelhas
  • Problemas renais
  • Crescimento exagerado das unhas
  • Feridas na pele
  • Dificuldade de locomoção
  • Lesões oculares
  • Diarreia
  • Hemorragias

Como fazemos o diagnóstico e tratamento?

O diagnóstico definitivo é complexo e será feito por meio de exames laboratoriais e sinais clínicos apresentados, no qual o Médico Veterinário responsável ficará no encargo do resultado.

leishmaniose veterinario

No caso da leishmaniose visceral, não existe a cura da doença, e sim somente o controle dos sinais clínicos apresentados. Com base nesse princípio, o Brasil tem um Decreto Federal nº51.838, de 14 de março de 1963, que estipula normas técnicas para o combate às leishmanioses, onde propõe a eliminação dos cães doentes, tendo então a única proposta legal, o sacrifício deste animal diagnosticado.

Então como podemos combater esta doença em cães?

Neste caso, a melhor solução que podemos apresentar é a prevenção com o uso de pipetas individuais, spray ou coleiras impregnadas com repelentes de longa duração, que promovem o combate da picada do mosquito. A utilização de telas em canis ou em ambiente interno de domicílios também têm a sua indicação.

Animais de áreas endêmicas e próximas a essas regiões devem receber a profilaxia, prevenção, antes que casos da doença se tornem reconhecidos localmente, uma vez que as mudanças climáticas globais ampliam cada vez mais a dispersão desses agentes transmissores.

Nós indicamos o uso da pipeta contra pulgas, carrapatos e mosquitos, Advantage MAX 3 da Bayer que tem a duração de 21 dias para a prevenção da Leishmaniose e a Coleira Seresto, que além do mosquisto transmissor da leishmaniose também previne pulgas e tem duração de 8 meses.

Fonte: Artigos Bayer