Início Saúde Outubro Rosa: saiba tudo sobre o câncer de mama em animais

Outubro Rosa: saiba tudo sobre o câncer de mama em animais

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O câncer de mama não existe só em humanos, ele também pode atingir a sua gatinha ou a sua cachorrinha. E, também alguns machos, mas as chances são bem mínimas (3%), porém, não impossíveis. E nós vamos te ajudar a entender como ele funciona no organismo do seu bichinho, como diagnosticar, tratar e ainda como funciona o pós-tratamento.

Entre as cadelas, 50% dos tumores, são de mama, já entre as gatas o valor é de 30%. Isso nos faz pensar que a doença acaba sendo duas ou três vezes mais comuns em animais, do que em humanos.

Em sua maioria, tanto em cães quanto em gatos, a doença surge por volta dos 6 anos e até a vida idosa. É muito raro uma fêmea nova ter esse tipo de doença, mas pode acontecer.

Os pesquisadores ainda não sabem exatamente a causa da formação de tumores nelas, porém, o que se sabe é que existe uma influência hormonal, que faz com que anticoncepcionais e a gravidez psicológica aumentem a probabilidade do câncer.

Estudos também mostraram que o peso pode provocar os tumores, sendo que as com peso normal desenvolvem menos tumores do que as que estão mais gordinhas. Mas, por sua vez, as fêmeas castradas precocemente têm menos chance de desenvolvimento de tumores.

Saiba mais sobre a castração de gatos e cachorros.

Diagnóstico

Para pré-diagnosticar é fácil, já que é bem parecido com o das mulheres. Basta apalpar as mamas das peludinhas e ver se não há nenhum nódulo, um carocinho que não era para estar ali, que no começo são bem pequenos, mas podem chegar 15cm de diâmetro. E, com esse pré-diagnóstico, o médico veterinário fará uma biópsia para que se tenha certeza sobre o caso.

Outros sinais que indicam câncer, são: Perda de peso sem motivo aparente; Respiração ofegante (no caso de existir uma metástase do câncer no pulmão); Anorexia ou perda de apetite (em casos mais avançados); O animal tende a ficar mais quieto, etc. Porém, esses sinais são de um estado mais avançado da doença, é possível, que no começo não seja possível identificar por esses sintomas.


Caso diagnosticado um tumor, ele pode ser maligno ou benigno, sendo que os benignos podem acontecer em torno de 20% dos casos, já os malignos, em 80% deles. No benigno, a doença não se espalha pelo resto do corpo, já o maligno isso acaba acontecendo.

Tratamento

Para o tratamento da doença, é recomendado a cirurgia, onde é retirado o tumor e, em alguns casos, as mamas da cadela ou da gata ou uma parte delas. Tudo depende do local e do tamanho do nódulo. Além de, após a cirurgia, ser recomendado a castração, porque cada vez que ela entrar no cio novamente, pode ser que as glândulas do câncer sejam reativadas, podendo voltar a doença.

Se tiver alguma dúvida sobre castrações, confira os mitos e as verdades sobre a cirurgia de castração.

O tratamento também pode implicar em radioterapia, quimioterapia ou eletroquimioterapia. Para que haja melhor chances de cura delas.

Após retiradas, é possível fazer um exame Histopatológico, para saber qual o tipo de tumor do animalzinho, onde o tumor é levado para o laboratório e lá eles o examinam e dão o resultado.

Prevenção

Para a melhor eficácia é recomendado que a fêmea seja castrada, para que os tumores não voltem, porque a cirurgia ou qualquer outro método de cura para o câncer de mama não são uma medida 100% eficaz.

Quanto antes o bichinho for diagnosticado, melhor. Por isso, é recomendado examinar periodicamente, não só a sua fêmea, mas também o macho (já que eles não estão livres disso). Caso haja algum tipo de sintoma, leve-o ao veterinário imediatamente.