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Geralmente os nossos animais de companhia tem o hábito de se coçarem, pode ser num período do dia ou insistentemente em todo ele, mas até onde podemos considerar uma coceira normal ou se esse costume já se caracteriza uma doença? Neste texto tento esclarecer uma das causas comuns de coceiras em cães e gatos, esse hábito exacerbado pode ser causado pela picada tanto de pulgas como de carrapatos presentes em nosso ambiente urbano, comumente esta doença é chamada de DAPE, que traduzindo é a dermatite alérgica a picadas de ectoparasitas.

A alergia a pulgas ou DAPE é apontada como a causa mais comum das afecções dermatológicas em cães e principalmente em gatos. Então nossos queridos companheiros também possuem quadros de alergias, que variam desde a presença de ectoparasitas, à uma variação alimentar ou mesmo um quadro de alergia sem uma causa específica, chamado de um animal atópico. Assim sempre temos que observar muito bem como anda a saúde desses animais, pois uma vez diagnosticado como um animal alérgico as precauções terão que existir sempre!

E como a pulga pode causar essa alergia?

O normal é que o animal na presença de um ectoparasita não apresente lesões de pele, mas quando um animal que já tem a tendência a ter qualquer tipo de alergia, e no momento da picada da pulga ou carrapato, ele acaba apresentando uma resposta imunológica exacerbada à saliva destes ectoparasitas, onde pode haver uma pulga ou uma infestação.

A resposta do animal vai ser a mesma e a tendência é que o quadro de coceira se agrave e comece a gerar as lesões, e a lesão mais característica à picada, ocorre na região dorsal do corpo do animal. Assim quando temos animais classificados alérgicos a observação da presença destes ectoparasitas na pelagem do animal é fundamental para uma solução mais rápida e eficaz, antes que as lesões apareçam e se tornem um grande incômodo para eles.

pulgas-cachorro

Esse tipo de afecção não possui correlação com raça, sexo ou idade, porém animais jovens, com menos de 6 meses de vida são difíceis de apresentarem os sinais clínicos, sendo o período de entre um ano à cinco anos o mais comum para o surgimento dos primeiros sinais clínicos.

Quais são os principais sinais:

  • • Coceira súbita e incessante;
    • Lesões em pele, podendo ser em todo o corpo ou concentrado na região dorsal;
    • Queda de pelo excessiva em região dorsal até podendo haver total queda de pelo e aparecimento de uma lesão de pele bem extensa;
    • Presença de ectoparasitas, podendo ser um ou vários.

Como podemos fazer a prevenção?

O mais importante é o proprietário saber e ter a consciência que a ocorrência de somente uma pulga já é o suficiente para esse animal apresentar o quadro de alergia. Pois a investigação em busca de ectoparasitas do seu animal e seus contactantes terá que ser periódica.

O ambiente onde esses animais vivem tem que passar por frequente dedetização, pois somente as pulgas adultas são as que conseguimos ver, que estão presentes no animal representando somente 5% do problema, pois 95% do restante são as fases de desenvolvimento da pulga que são invisíveis a olho nu e presentes no ambiente onde vivem. Infelizmente desinfetantes comuns não tem a capacidade de matar essas fases de desenvolvimento, por isso a utilização de produtos com indicação para o combate de pulga são os únicos eficazes.

O mais indicado para os animais são os produtos tópicos que matam os ectoparasitas por contato, geralmente em contato com a pele e pelo esses parasitas já morrem. Neste caso temos as opções de pipetas ou coleiras. Mas temos que ter com controle rígido do período de aplicação dos preventivos, como as pipetas as aplicações geralmente ocorrem no tempo de a cada 28 dias, as vezes as opções de coleiras que tem um período de ação maior sejam as mais indicadas, pois a prevenção nestes casos é o fundamental.

Para cães e gatos nós indicamos o uso da pipeta Advocate, Advantage, Coleira Seresto (duração 8 meses) ou Advantage MAX, esta última somente para cães. Para controle de infestações no ambiente, indicamos o uso de Fleegard.

 

Fonte: Artigos Bayer

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